Por quais motivos apoio o jogo Pokémon Go!

Por quais motivos eu apoio o jogo “Pokémon Go!”

Mesmo para as pessoas que não compreenderam nem sequer o título desta coluna, eu recomendo a leitura para acaso algum amigo citar esta palavra nova (Pokémon) perto de você.

O fenômeno apareceu mundialmente e teremos de lidar com ele de qualquer forma. Por mais passageiro que seja, ele veio para ficar. Mesmo que a febre dure pouco tempo teremos muitas pessoas que ainda estarão dispostas a se tornarem “Mestres Pokémons”, dominar um estádio ou mesmo competir quem tem mais pokémons capturados.

Enumero pois, alguns aspectos interessantes do joguinho:

Não violento: não existe nenhum tipo de incitação a violência, sendo uma brincadeirinha infantil e sem mensagens que denigram qualquer espécie de relacionamento entre as pessoas. Não existem armas; apenas ovinhos que devem ser carinhosamente chocados.

Locais de pokéstop: os locais onde os jogadores abastecem seus suprimentos de jogo foram escolhidos entre pontos turísticos das cidades. Geralmente praças e locais públicos de relevante valor recreativo. Talvez este seja um dos pontos mais interessantes do aplicativo.

Pessoas reunidas: em função da grande concentração de bichinhos em determinados lugares as pessoas se reúnem para ali pegarem as criaturinhas. As pessoas se reúnem como nunca se viu antes. Certa feita andando pela Praça da Liberdade em Belo Horizonte pude constatar não menos que 1000 pessoas reunidas ali. Tomando conta da situação, questionei a uns velhos amigos se era comum aquelas aglomerações sem que nenhuma festa estivesse marcada, e a resposta foi que nem mesmo alguns atos pró e contra Dilma reuniram tanta gente no mesmo lugar. Em Pará de Minas e outras cidades vizinhas pude ver as praças lotadas de pessoas de todas as idades com seus celulares.

Sociabilidade: com tamanha aglomeração de pessoas é impossível não deixar de ver quem está à sua volta. Mesmo porque os animaizinhos não aparecem a todo instante, e dão uma folga para conferir o cartel deles e ainda compartilhar com alguém do lado o seu número de capturas. A partir daí as pessoas se conhecem, trocam experiências sobre o jogo (dicas) e acabam por estabelecerem, ao menos inicialmente algum laço de sociabilidade que pode até mesmo se estreitar futuramente. Certa feita, capturei uma mísera criaturinha que nem sei o nome e vibrei com a vitória, nisto alguns jovens que viram se achegaram e iniciamos uma excelente prosa que acabou em filosofia e teorias diversas sobre assuntos muito interessantes!

Obesidade: uma interessante ferramenta do jogo é que, assim como o personagem que o inspira, o jogador deve andar… andar muito. É que os pokémons não vão até você. Você quem deve se movimentar para que os encontre. Assim sendo o programa estimula as caminhadas. Note o leitor não conhecedor do jogo que nalguns momentos o jogador ganha um “ovinho de Pokémon” e deve chocar o dito ovo. Para tal deve andar, conforme o filhotinho de 2 a até 10 quilômetros utilizando o GPS do celular que localiza o jogador e suas caminhadas! Viva o jogo saudável! E não somente para os casos de obesidade. Eu o recomendo a adultos para prevenção de males musculares através das caminhadas; trabalhar mentalmente com a realidade virtual ofertada pelo jogo estimula a atividade cerebral.

Pontos turísticos: a valorização de locais turísticos me chamou muito a atenção. Olhando no mapa do jogo em Belo Horizonte, pude descobrir arredores maravilhosos e praças lindas onde os pokémons ficam em maior número e existem pontos de abastecimento. É chegada a hora de os candidatos (eleições 2016) pensarem em tirar proveito da situação e reformarem nossas praças e demais pontos turísticos, tornando-os atrativos a estes jogadores. Os reflexos disto somente podem ser positivos.

Família reunida: um pai ou mãe não resiste aos clamores de um filhinho que ainda não tem as coordenações motoras desenvolvidas plenamente para que seus paispeguem os pokémons por eles. Foi isto que notei por várias vezes: pais e mães catando os bichinhos aos gritos de alegria do filho menor. Noutras situações os filhos jovens sendo acompanhados pelos pais na busca. Se o pai não joga, e deve acompanhar os filhos, estes acabam por dar o merecido passeio aproveitando a companhia do filho e divertindo-se antes as vitórias das caçadas. Sorrisos trocados entre pais e filhos não tem preço! E vi vários, em vários lugares!

Segurança pública: nalgumas situações isoladas foi noticiado o roubo de celulares destes obstinados caçadores de pokémons. A segurança pública para manter os níveis de criminalidade nos patamares que não arranhem a imagem da corporação militar, tratou de criar efetivos para patrulhar estes locais. Em todas as cidades que percorri pude ver militares circulando entre os jogadores velando pela segurança!

No comércio: por fim, enumero uma situação inusitada: a grande loja de livros “Leitura” está oferecendo, baterias e recarregadores de celular emprestados a seus clientes para que, dentro da loja, procurem pokémons. Acontece que entre um animalzinho e outro acabam por comprar um livro! Confesso que fiquei impressionado quando um senhor que catava pokémons abandonou a busca já que o bichinho ficou em cima de um livro que acabou pegando e folheando. Se comprou não sei, mas ao menos dedicou atenção à literatura à sua frente.

Afora um e outro incidente que é normal acontecer penso que a interatividade tanto virtual quando real será bem desenvolvida com este aplicativo de jogo. Não gosto de ficar olhando as coisas pelo lado malévolo. Prefiro ver o que eu mesmo pude constatar: pessoas reunidas em conversas como os nostálgicos gostam de relembrar dos banquinhos de praças, que no passado, estavam cheias de pessoas conversando. Temos de enfrentar que a juventude atual não quer jogar amarelinha, quer a tecnologia. É o que estamos a ver atualmente. Fico feliz em ver pessoas saindo de suas tocas e indo às ruas!

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